O enlace | Mãegnífica
Crônicas

O enlace

11 de setembro de 2017

A vida esbarra no porvir e ficamos inquietos. O presente permeia o passado e toma conta dele em forma de saudosismo. Olho as relíquias de um escritor, cantor, de uma alma que sempre soube o que queria ou talvez não. Assim como Renato, sei o que sinto e o que vejo, mas não consigo esquematizar tudo dentro de mim. Ele era organizado, cheio de esquemas mentais. Eu apenas consigo fazer quebra cabeças, daqueles de 1000 peças que você demora uma eternidade para acabar. Olho no espelho e não me reconheço mais. É como se eu perambulasse a esmo sem conseguir enxergar um palmo à frente, em busca de sensações que me façam sentir viva. Tenho medo que o fim me finde antes que eu possa viver. Me perco em meus pensamentos e nos outros. Me perco nas meninas que passam e me fazem lembrar de uma infância não muito longínqua. Me perco nos sorrisos das crianças que brincam sem pensar em nada disso, elas só vivem. Preciso. Tenho que ir.

A tormenta de cada dia
 

Você também pode gostar de

Nenhum comentário

Deixe seu comentário