Flutuo | Mãegnífica
Crônicas

Flutuo

6 de novembro de 2017

Flutuo como para um além daqui. Me sinto em êxtase, obedeço meus instintos e o que sinto e vejo. Olho o mundo e percebo o sorriso sincero, o abraço aconchegante e a ânsia de conquistar o mundo. E sinto a saudade, o carinho, o dia a dia que construimos e não queremos quebrar. Um cotidiano leve. Sem cobranças ou tentativas de transpor. Somos o hoje.
Aprendo não a me resignar, mas a ser de acordo com o que quero para mim no presente. No agora. No instante em que o relógio marca. O ponteiro dos segundos passa muito rápido.

Sentada na minha cama, vejo uma lua esplendorosa lá fora. Ela irradia glória, como diria Nando. Irradia um ser que está entrando em comunhão com o todo. Passo por metamorfoses diárias. Tenho que deixar ir para vir o novo. Deixo as lembranças do passado e sigo meu horizonte. Quero ser. Eu. Boa no que faço e no que acredito. Ser um alguém além do que eu mesma espero de mim e não me pautar no que os outros querem que eu seja.

Autonomia.
Decisão.
Me encontro dentro do emaranhado de mim mesma e me vejo difusa.

A imagem vai clareando. Enxergo a lua refletir em meu olhar. Caminho com calma, sem esperar por nada. Apenas sendo. Sou menos efusiva, porém mais centrada.

Sou eu. E o mundo se atrai.
Me atrai.
Me afasta do que não é mais..para ser.

O bondinho de luz
 

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