A crise dos dois anos (terrible two) | Ninguém me preparou pra isso! | Mãegnífica
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A crise dos dois anos (terrible two) | Ninguém me preparou pra isso!

3 de agosto de 2017

Como fazer um post para simples desabafo sem parecer que eu estou “acabando” com a moral do meu filho? A gente sempre quer mostrar, falar e ver o melhor dos nossos filhos mas sabemos que existem momentos e momentos, não é mesmo?
Um deles, o que vivo hoje, é o tal do terrible two, a crise dos dois aninhos que ninguém, nenhum livro, prepara a gente para encarar a situação.
Só a misericórdia de Deus nessas horas.
Será que todas as mães vivem essa crise? Parece que sim e eu não escapei.

Alguns meses antes do Lucca completar dois aninhos eu já vinha percebendo um comportamento meio inaceitável e achei que ele estivesse começando sua fase dos terríveis dois anos.
Cheguei a pensar que o negócio não era tão ruim e que, talvez nesse aspecto, a maternidade estivesse mais branda comigo. Comecei a observá-lo com novos olhos mas também devo confessar que nunca fui atrás de material, informações e métodos para lidar com essa fase. Era apenas uma fase, oras, não uma doença.
Pensei “ah, quer saber? Eu vou me virando e aprendendo com meus erros e acertando com as experiências, quão ruim pode ser?”
E, realmente, até os dois anos e quatro meses do meu bebê a gente conseguiu passar tranquilamente por meses que, ao meu ver, já eram os sombrios.
Sabe de nada, a inocente.
Mal eu sabia que a verdadeira fase estaria para começar, oh Jesus, mal sabia que eu teria mais uma etapa para ser vencida com a ajuda do sangue do meu Jesus.
É brincadeira não, amiga!

Também preciso confessar que não sei se o que o Lucca faz atualmente faz mesmo parte dessa fase. Eu espero que sim porque toda fase significa que vem e vai, não é?
O negócio vai pegar mesmo quando eu perceber que esse comportamento pode ser dele, da personalidade e temperamento.
Como lidar?
Sério, como lidar quando os seus defeitos batem diretamente com os do seu filho? Já tentei parar pra pensar nisso mas prefiro evitar. Prefiro vencer um dia de cada vez e desabafando sempre que possível.
Não é assim que as mães tentam encontrar lucidez no caos materno? Comigo é assim, uma das terapias que encontro para fugir dessa loucura chamada maternidade é desabafando aqui, onde talvez eu possa ser lida, compreendida e, quem sabe, ajudando outras mulheres.
Tudo ao mesmo tempo.
Mil e uma utilidades.
Como nós nos tornamos.

A crise dos dois anos

Começou assim, eu falando e ele não ouvindo. Ou melhor, fingindo não ouvir.
E eu ia imaginar que criança de dois anos já sabia fingir essas coisas? Eu hein!
Lucca vem escovar os dentes.
Lucca vem almoçar.
Lucca não pisa no rabo do cachorro.

(…)

Depois começaram as ações contrárias, sabe como é? Você fala “não faça isso”!, o que a criança faz? Exatamente, ela faz! Vira e mexe eu uso aquela tática de usar a palavra NÃO no final da frase.
Assim:
Lucca, faça isso NÃO.
Lucca, beba isso NÃO.
Pergunta se adianta?

(…)

E as manhas? Como elas surgem, me fala? Não consigo entender de onde o Lucca descobre essas artimanhas e estratégias para me vencer no cansaço, na dor, na teimosia. Os livros não me explicam, os profissionais falam que “vai passar, mãezinha”.
Ah, mas ele não vai me vencer. Não pode. Eu sou mais velha, vivida, cheia de experiências.
E sem paciência.
Então ele me vence, na maioria das vezes.
É a verdade, o que posso fazer?

Tenho enfrentado uma luta por causa do desmame, você deve saber porque leu o post eu não aguento mais amamentar, e compreende minha batalha diária para concluir o desmame com sucesso.
Pois esses dias eu fui firme, persistente, disse que ele não teria o mamá até de manhãzinha. Que ele era hominho, rapazinho e só bebê podia mamar.
Acho que foi uma das piores coisas que fiz na vida. Toda.
Ele teve uma crise, como costuma ter de vez em quando, e eu cansada, exausta, querendo apenas colocar a cabeça no travesseiro e apagar, tive que tomar uma atitude. Mas sem deixar a Jessica estressada, impaciente, rancorosa e cansada tomar conta da situação.
Misericórdia.
Primeiro fiquei sem reação, depois esperei. Esperei mais um pouco. Quando ele já estava roxo de tanto gritar e chorar ao mesmo tempo decidi fazer o que parecia ser o melhor.
Eu o abracei.

A crise dos dois anos

Parece loucura um abraço fazer toda a diferença do mundo, mas faz. E mais uma vez confesso que essa não é a alternativa que sempre escolho, porque eu sei que em alguns momentos eu preciso ser firme com ele.
São momentos e momentos.
Mas veja, na tão insuportável crise dos dois anos, como não resolver com um abraço no final? Um beijo carinhoso e uma conversa direta?
É assim que eu tenho sobrevivido a esses dias, uma hora exortando com seriedade, outra hora apelando para o carinho.
Não sei se estou indo pelo caminho certo mas estou tentando.
Acho que tentar já faz toda a diferença.

Quero olhar pra trás e lembrar dessa fase com carinho mas também como lembrete de que, mais uma vez, isso tudo vai passar.
Mais uma vez, não quero denegrir a imagem do meu filho, personificar a mãe reclamona e ingrata. O Lucca já tem milhões de qualidades e eu o amo por ser quem ele é.

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